Arquivar

Archive for the ‘educação’ Category

Lei esquecida? Prefeitura do Recife não apoia o software livre

Dezembro 27, 2009 Isaac Filho 1 comentário

Segue um texto que escrevi pro blog do PE-Livre

Provavelmente esta segunda-feira sai mais uma remessa de computadores destinada aos professores da prefeitura do Recife. Estes notebooks fazem parte do programa “professor.com” onde os mesmos também terão uma ajuda de custo para acesso à internet banda larga 3G.


Ao contrário dos professores do estado e dos técnicos do judiciário, que receberam uma quantia “x” para escolher seu notebook em uma lista com certa variação de marcas e configurações, a prefeitura do Recife escolheu os notebooks de seus educadores.

A prefeitura fez acordo com a Itautec, para os notebooks; a Softex, para criação do portal Educar Recife; e fez também acordo, pasmem, com a Microsoft. Por que pasmem? Vamos voltar um pouco no tempo, mais precisamente em 2001:

“Recife foi a primeira cidade do Brasil a aprovar uma lei de uso preferencial do software livre, a Lei n° 16.639/2001, de autoria de Waldemar Borges, ex-presidente da Empresa Municipal de Informática (Emprel) . Pela lei, a Prefeitura do Recife daria preferência aos softwares livres. A Prefeitura do Recife utiliza, atualmente, mais de 50 tipos diferentes de software livre, como operacional, editor de texto e editoração gráfica.

O movimento pelo software livre surgiu, no final da década de 80, em contraponto aos softwares pagos e caros aplicados pelas grandes empresas de informática. Contra isso, alguns profissionais criaram softwares e divulgaram seu código fonte, permitindo modificações e a distribuição gratuita. Um dos mais famosos softwares livres é o Linux, que possui as mesmas funções do Windows da Microsoft.” (fonte: Boletim Diário da Secretaria de Comunicação do Recife)

Sobre o acordo da prefeitura:

“A cerimônia foi prestigiada pelos secretários municipais Fernando Nunes (Administração e Gestão de Pessoas), Ruth Vieira (Comunicação e Gestão Estratégica) e Amir Schvartz (Planejamento). Também estiveram no lançamento o coordenador de Programas Estratégicos do Gabinete do Prefeito, Milton Botler, o assessor executivo da secretaria de Educação, Esporte e Lazer, Flávio Brayner, a coordenadora do Programa Professor.com, Sônia Sette, o diretor-presidente da Emprel, Wellington Batista, os representantes da Itautec, Jaime Monteiro e da Microsoft, Luiz Pinto e o presidente do Softex, José Cláudio.” (fonte: Gabinete do Prefeito)

Então nós perguntamos: cadê o cumprimento da lei e comprometimento da prefeitura do Recife com o software livre? Cadê o direito de escolha?

E a prefeitura vai mais além, pois com certeza este portal, que irá provavelmente distribuir documentos irá contra a luta de padronização aberta. Uma vez que não foi mencionada qual suíte de escritório foi adotada, podemos ter quase certeza que o ODF, não irá ser adotado. Certezas? Esperemos as cenas dos próximos capítulos…

DVD Linux Acessível 9.10 disponível

Novembro 30, 2009 Isaac Filho Deixe um comentário

É com grande satisfação que anuncio o lançamento do DVD Linux Acessível 9.10, uma versão remasterizada do Ubuntu 9.10 Karmic Koala. Este DVD tem como foco a acessilidade para pessoas com deficiência visual, tornando o uso do GNU/Linux prático, fácil e com total autonomia na instalação por pessoas cegas ou de baixa visão.

Características do DVD Personalizado :

* Sistema configurado para carregar em português e com o leitor de telas Orca ativado.
* O ampliador de telas para pessoas com baixa visão pode ser ativado rapidamente pela combinação de teclas Insert+A.
* Correção dos problemas com o som referente ao pulse audio.
* Correção no nome da pasta que representa o desktop, pois no Ubuntu 9.10 original vem com o nome de “Área de Trabalho” o que dificulta o funcionamento de alguns programas, por conter acento e espaços no nome.
* Codecs para reprodução de áudio e vídeo.
* Instalados os pacotes referentes ao Flash e Java
*Adicionado o pacote Parcellite para gerenciar a área de transferência
* Instalado o leitor de telas para modo console Espeakup.
* Adicionado script para reconhecimento do modem Sonny Erickson MD300.
* Mozilla Thunderbird 3.0 definido como gerenciador de e-mails padrão do sistema.
* Adicionada uma pasta com manuais para quem está iniciando com as pricipais teclas de atalhos do Orca, Gnome, Nautilus, Firefox…
* Pacote Wine para rodar aplicativos Windows
* Instalados os pacotes Acidrip e DEVEDE para trabalhar com a criação de DVDs.
* Pacote sound converter para conversão de formato de áudio.
* Pacote MP3 Gain para normalizar áudio de MP3s.
* Instalados os pacotes para o Pidgin, Skype e o plugin que controla o Skype via Pidgin.
* Painéis inferior e superior unificados em um único na parte iferior da tela a fim de liberar maior área visível para os programas.
* Sistema atualizado até 24/11/2009.

Fonte e Download: linuxacessivel.org

Em Natal-RN: Encontro de lutas anti-fascistas

Dias: 6, 7, e 8 de Novembro.

Segue abaixo o flyer com a programação:

encontro_lutas_antifascista

 

Pandorga – Atividades e jogos pedagógicos

Outubro 1, 2009 Isaac Filho 1 comentário

Um sistema operacional com 120 atividades pedagógicas voltadas para o ensino infantil e fundamental que utiliza jogos e programas para exercitar a mente das crianças sem que elas percam o prazer de estudar. Esse é o Pandorga, a mais nova solução desenvolvida em software livre (GNU/Linux) disponibilizada no Portal do Software Público Brasileiro com acesso mediante cadastramento no endereço www.softwarepublico.gov.br

O Pandorga pode ser utilizado em laboratórios de aula das escolas de ensino fundamental e por alunos desta faixa etária. A solução conta com programas pedagógicos e jogos educativos em língua portuguesa para incentivar o aprendizado e pesquisa dos alunos. Também há uma coleção de ferramentas como editor de textos, planilhas de cálculo, navegador Web e tocadores de mídia, entre outros.

Os programas contemplam várias áreas como matemática, geografia, química e Língua Portuguesa. Os aplicativos oferecem jogos com operações matemáticas e módulos que exercitam a coordenação motora e exercícios de lógica e raciocínio. Outras atividades também estimulam o uso do vocabulário.

A solução permite ainda o estudo dos elementos químicos da tabela periódica, além de oferecer questionários com perguntas e respostas sobre geografia. As atividades envolvem o uso de mapas, bandeiras e localizações. O Pandorga foi desenvolvido em 2006 pela Empresa Rkrüger Tecnologia da Informação, com o apoio da Secretaria Municipal de Ensino e Pesquisa, ambas do município de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.

Segundo os desenvolvedores, Francine Krüger e Rainer Krüger, o programa surgiu da necessidade de professores e profissionais de diversas áreas das escolas municipais da cidade de Cachoerinha participantes de uma pesquisa cujo resultado apontou a necessidade de haver um pacote de programas pedagógicos específico para seus laboratórios de informática.

Eles contam que a solução recebeu o nome de pandorga, ou pipa em outros estados, para representar as idéias de liberdade e divertimento. “Liberdade por seguir a ética e as diretrizes do Software Livre, e brincadeira por acreditarmos que o ensino numa forma mais lúdica pode ser uma maneira fácil de aprender e aumentar o interesse pela disciplina”, afirmam.

O Pandorga no Portal do Software Público foi disponibilizado pelo diretor de Governo Eletrônico da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, João Batista Ferri de Oliveira, e pelo desenvolvedor Rainer Krüger. A assinatura ocorreu no dia 31 de julho, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Fontes: Governo Eletrônico, Dicas-L

Case Manguebit + Educação

Novembro 25, 2007 Isaac Filho 2 comentários

manguebit no naahs

naahs.jpg

Começo

No começo, o NAAH/S – Recife (Núcleo de Altas Habilidades / Superdotação) contava com 6 computadores cedidos pelo MEC. Os mesmos vieram com o Windows XP – Professional.

Necessidade

Na época da triagem inicial, alguns pais traziam seus filhos. Como os filhos não podiam participar da triagem, que era exclusiva com os pais, eu fiquei encarregado de “tomar conta” dos guris.

Idéias

Eu tinha a minha disposição: 5 computadores sem internet. Após ver, que não dava pra fazer muita coisa, resolvi pesquisar na internet sobre softwares livres educacionais. As páginas em sua maioria, apontavam para o linux. Naquele momento, o linux era inviável no NAAH/S por alguns pontos:

1 – Eu era do setor de apoio administrativo, logo não tinha nenhuma influência na área da informática;
2 – Teria de convencer MUITA gente a adotar o linux, sem ter muito embasamento de um motivo…;
3 – Eu estava muito verde no linux! Estava voltando a estudá-lo…

O Primeiro Linux no NAAH/S – Recife

Decidi baixar um live-cd, o Goblin-X pra dar uma testada com as crianças que gostaram bastante. A distro não vinha com muitos jogos, mas tinha um que eles adoravam: Super Tux.

Eis o Manguebit

Em uma reunião, eu comentei com a responsável da área de informática, a necessidade de softwares livres, principalmente na área educacional. Ela me disse que uma empresa de informática (EMPREL) da prefeitura do Recife, tinha uma distribuição que era baseada no Fedora Core 4 e se chamava Manguebit. Ela falou que ia contactar alguém responsável para vir instalar.
A pessoa que veio instalar, um técnico de um centro de informática da prefeitura, instalou em dois computadores afim de me mostrar como instalar e configurar. O resto ficou comigo, que troquei uma idéia rápida, lhe falando que me interessava por linux.

Após a instalação, a primeira visão:

1 – Um sistema cheio de scripts para facilitar a vida. Além da facilidade do Fedora, os desenvolvedores do Manguebit o rechearam com diversos scripts.
2 – Configurado! X, mouse, teclado, idioma, internet, samba entre outras coisas que não precisamos nos preocupar.
3 – Amigável. Fora o KDE e o GNOME, o Manguebit vem com uma personalização do QWM que ficou bem simples de usar.
4 – Programas! O Manguebit vem bem recheado. Mplayer, Xmms, k3b, Wine, Firefox entre outros fazem parte do grande elenco.

Ops! falta algo De início o Manguebit atendeu a muitas necessidades. Passei alguns meses, estudando ele e instalando nossos periféricos: impressora, webcam e scanner.
Entre esse momento, deixei de ser do apoio administrativo e passei a ser professor de informática. Nas minhas oficinas, notei que faltava algo a mais no Manguebit. O mesmo carecia de softwares educacionais. Relatei minhas necessidades a Mulatinho (crudo), que é um dos desenvolvedores do Manguebit. O mesmo me disponibizou um pacote educacional que personaliza o manguebit para a área educativa. Eu até o momento desconhecia esse pacote, que eh totalmente direcionado a educação e também traz atualizações ao sistema.

O pacote vem com bastante coisa boa, entre elas posso citar o Keduca, o Gcompris, o GooleEarth e o Pacote BrOffice.

Satisfação

Aos poucos estou transferindo a minha oficina de informática para o manguebit. As crianças que nunca tiveram contato com o computador, não têm o menor problema com o software livre. O Gcompris se encarrega muito bem, por ser chamativo tanto visualmente quanto de funcionalidade. Já as crianças que já tem uma experiências com o Windows, se sentem desafiadas a usar algo novo. Isso é ótimo, pois aguça ainda mais a sua curiosidade.
Tive também uma experiência positiva implementando o Manguebit na oficina de raciocínio lógico. O mesmo foi bem aceito por ter inúmeros softwares que auxiliam no desenvolvimento do raciocínio lógico.
Minha pretensão é usar 100% o linux em minha oficina, e fico feliz pois estou caminhando para isto, até porque já tenho 100% do que preciso :P

Agradecimentos

Ao Mulatinho (crudo), pelas dicas, ajuda e paciência. Aguardo o novo Manguebit eim! :P
Ao NAAH/S, por aceitar e confiar em minhas implementações
À Taciana, minha companheira de trabalho, por acreditar e apoiar minhas “loucuras livres” :P

Software Livre ganha espaço na Academia

Fonte: http://www.noticiaslinux.com.br/nl1185328150.html

Achei interessante uma notícia enviada a mim por um amigo. Esta notícia circulou, nesta semana, na intranet do SERPRO, visando esclarecer o público interno sobre uma importante e atual tendência.

Software Livre ganha espaço na Academia

Cresce o número de universidades e faculdades que oferecem cursos de pós-graduação sobre a plataforma colaborativa. Segundo os especialistas, o Software Livre deixou de ser uma promessa para o futuro e já é uma realidade incontestável no mundo contemporâneo.

“A opção pelo software livre é mais do uma questão somente econômica, trata-se de uma afirmação de autonomia tecnológica e de desenvolvimento científico, algo que, em última análise, também implica em desenvolvimento econômico e social”, avalia Cátia Rezende, superintendente do Serpro que atende o ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Cátia é coordenadora do terceiro semestre do curso de pós-graduação em Software Livre (SL) do Instituto Nossa Senhora de Fátima, em Brasília. Segundo ela, o principal objetivo do curso é capacitar profissionais em SL, habilitando-os a exercer a prática docente no Ensino Superior.

“A característica mais importante do software livre é a liberdade de uso, cópia, modificações e redistribuição. Esta liberdade é efetivada através da distribuição do código fonte dos programas, o que os transforma em bens públicos, disponíveis para utilização por toda a comunidade e da maneira que seja mais adequada a cada indivíduo”, explica a professora. Ela acredita que quanto mais esses conceitos forem difundidos, maior será a adesão à plataforma. “E o ambiente da academia é altamente fértil para atingir esse fim”, considera a professora.

Tomar as rédeas do conhecimento

O coordenador do Programa Serpro de Software Livre e assessor de diretoria da Empresa, Deivi Lopes Kuhn, reforça a idéia de autonomia tecnológica que o modelo do software livre proporciona para toda a sociedade.

“Um exemplo bastante esclarecedor é o caso do Serpro. Antes o conhecimento ficava nas mãos de fornecedores e nós éramos apenas consumidores passivos. Não tínhamos autonomia de escolha”, recorda Deivi. “Mas ao adotarmos Software Livre, passamos a ter o desafio do conhecimento. Precisamos sempre nos preparar para conseguir absorver e aproveitar todas as possibilidades que a plataforma aberta nos traz. Essa é uma postura que favorece a criatividade e a inovação, nos tornando agentes no processo do conhecimento”, destaca.

Enfoques variados

Os cursos de pós-graduação em software livre apresentam enfoques que vão desde a gestão na plataforma aberta, até a produção e o desenvolvimento, além do já citado, que é voltado para a docência. Existem diversas instituições, espalhadas pelo Brasil, que oferecem cursos nessa área, e a tendência é de crescimento da oferta, na medida em que o mercado exige profissionais aptos a transitar nesse universo. (Os casos abaixo representam somente uma amostra, uma seleção jornalística, não se caracterizando como sugestões da reportagem.)

Um exemplo é o da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, que oferece a especialização “Produção de Software Livre”, com turmas em Lavras e Recife (PE). O curso é baseado nos princípios da engenharia de software e nos modelos abertos de produção de software. Seu objetivo, segundo a universidade, é a capacitação dos desenvolvedores em práticas de mercado e a profissionalização do software livre no Brasil.

Na modalidade a distância, a Unisul Virtual disponibiliza o curso de pós-graduação lato sensu – especialização em Implantação de Software Livre, que aborda conceitos formais sobre a plataforma, estudos de características relevantes e de ferramentas disponíveis no mercado, além de conceitos estratégicos para o contexto organizacional e mecanismos de avaliação e seleção para a implantação prática de SL no ambiente organizacional.

Já o Instituto Paranaense de Ensino lançou, no final do ano passado, uma Especialização em Gestão de Software Livre. Capacitar os profissionais de informática para utilizar software livre nos projetos de suas empresas; fornecer aos participantes os conhecimentos necessários para permitir a seleção dos softwares livres mais adequados a cada projeto; e incentivar a adoção de softwares livres nas organizações; essas são as diretrizes orientadoras desse curso.

Outro destaque é a especialização em Desenvolvimento de Software em Ambiente Linux, oferecida pela Unisinos, no Rio Grande do Sul. O curso busca formar profissionais capazes de aplicar técnicas, utilizar ferramentas e metodologias no desenvolvimento de software para ambiente Linux.

Serviço

Unisul – http://www.unisul.br/content/site/cursos/cursosdeposgraduacao
Instituto Superior Fátima – http://www.institutofatima.edu.br/
Universidade Federal de Lavras – http://www.swquality.com.br/psl
Instituto Paranaense de Ensino – http://www.institutoparanaense.com.br/?cont=cursos&id=67
Unisinos – http://www.unisinos.br/especializacao/software_livre/

Office Livre

Junho 12, 2007 Isaac Filho 3 comentários

Olá!
Como primeiro post (com conteúdo), deixo um pequeno texto que fiz para bater uma possível instalação do Microsoft Office aqui no trabalho, devido a alguns probleminhas de configuração…

Eu trabalho no NAAH/S (Núcleo de Atividades de Altas Habilidades / Superdotação) – Recife, como professor de informática.

” Deixando um pouco de lado as questões sócio-filosóficas, das quais podemos citar o espírito colaborativo do software livre e também a inclusão digital. Vamos partir para questões mais práticas e específicas ao NAAH/S.

Sempre foi questionado e ainda é, o não uso da suíte de escritório da Microsoft Office. Como todos e todas devem saber, o NAAH/S usa como suíte a suíte BrOffice, que é livre. Com esta suíte, temos um poderoso editor de texto, o Writer, que é uma alternativa ao Word. Também temos o Impress para apresentações em slides, o Calc para planilhas, o Base para banco de dados e o Draw para desenhos vetoriais. Lembrando que a suíte da Microsoft não vem com software para desenho vetorial.

Principais diferenças entre os dois Office, especificamente para o NAAH/S:

1 – Preço
Da última vez que fiz um levantamento de preço do Microsoft Office, o mesmo estava custando R$1.500,00 reais. Fica a pergunta: O que o núcleo poderia fazer com esse dinheiro?

2 – Vantagens Principais (para o núcleo)
Como o BrOffice é livre, e tem toda uma comunidade em seu projeto, suas atualizações e correções saem mais rápido. Ao contrário do software proprietário da Microsoft, onde se tem que esperar longos períodos por algo novo.
O BrOffice abre a maioria dos formatos existentes de texto, planilhas e apresentações. O Microsoft Office, abre seus respectivos formatos.
O Writer da BrOffice salva no formato PDF. O word não.
A Suíte BrOffice é livre! Os funcionários podem fazer cópias dos programas, levá-las para casa, para outros trabalhos, instalá-las, fazer cópias pros alunos. Se você fizer isso com o Microsoft Office, sem pagar licença, estará cometendo pirataria. Lembrando que pirataria é crime!

3 – A Prefeitura do Recife e o Governo Federal estão adotando software livre
Como todos e todas sabem, a prefeitura do Recife tem um projeto de um sistema operacional livre, chamado MangueBit. Ele é baseado no GNU/Linux Fedora Core, e adota como suíte de escritório, o BrOffice.
O Governo Brasileiro está se empenhando em diminuir seus gastos com licenças de softwares e diversos setores estão usando BrOffice.
Acredito que comprar uma súite, quando todo o país está avançando para outra, seria dar um passo para trás.

“Problemas” que o NAAH/S enfrentou com o uso do BrOffice

Quando se usa um software novo, é normal algumas dificuldades de adaptação, apesar de que os funcionários que operam o BrOffice, aprenderam rápido e hoje em dia fazem tudo que fariam no Microsoft Office. Mesmo assim, alguns erros operacionais aparecem, podemos citar:

1 – Erro ao Salvar
O Writer, editor de texto e programa mais usado no núcleo, salva seus arquivos no seu formato padrão, que é o ODT. Esse formato não é aberto pelo seu concorrente o Word. O Word salva seus arquivos no formato DOC (que é aberto tranqüilamente pelo Writer). A reclamação maior é: “minha casa não abre os arquivos do núcleo”. Para contornar esse problema, é só prestar atenção na hora de salvar um arquivo, marcando a opção “Salvar tipo como” e escolher “Microsoft Word 95/97/2000/XP”. Fazendo isso, o Writer vai salvar seu documento no formato DOC, que pode ser aberto pelo Word, sem problemas.
Existe também a opção do Writer salvar automaticamente seus arquivos no formato DOC, e essa opção já foi setada no núcleo.

2 – Problemas nas Margens
Outro problema é quando abrimos um documento DOC criado pelo Writer, no nosso editor Word. Ele abre normalmente, porém, as vezes nos deparamos com as margens aumentadas… Isso também ocorre, as vezes, ao contrário (quando o Writer abre um documento criado pelo Word). Isso não é motivo para pânico, muito menos para troca de suíte, pois podemos mexer/consertar as margens facilmente.
Um detalhe é que: se você for abrir um documento criado por um Microsoft Word mais antigo, ele certamente apresentará problemas nas margens, e se for abrir um documento DOC criado no Microsoft Word XP em um Word mais antigo, se ele abrir (coisa difícil de ocorrer), ele abrirá o documento com erros nas margens e nos caracteres. Então, podemos ver que a culpa não é do BrOffice Writer.

Quaisquer dúvidas ou críticas ao artigo serão bem vindas!

Isaac Filho”