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Archive for the ‘inclusão digital’ Category

DVD Linux Acessível 9.10 disponível

Novembro 30, 2009 Isaac Filho Deixe um comentário

É com grande satisfação que anuncio o lançamento do DVD Linux Acessível 9.10, uma versão remasterizada do Ubuntu 9.10 Karmic Koala. Este DVD tem como foco a acessilidade para pessoas com deficiência visual, tornando o uso do GNU/Linux prático, fácil e com total autonomia na instalação por pessoas cegas ou de baixa visão.

Características do DVD Personalizado :

* Sistema configurado para carregar em português e com o leitor de telas Orca ativado.
* O ampliador de telas para pessoas com baixa visão pode ser ativado rapidamente pela combinação de teclas Insert+A.
* Correção dos problemas com o som referente ao pulse audio.
* Correção no nome da pasta que representa o desktop, pois no Ubuntu 9.10 original vem com o nome de “Área de Trabalho” o que dificulta o funcionamento de alguns programas, por conter acento e espaços no nome.
* Codecs para reprodução de áudio e vídeo.
* Instalados os pacotes referentes ao Flash e Java
*Adicionado o pacote Parcellite para gerenciar a área de transferência
* Instalado o leitor de telas para modo console Espeakup.
* Adicionado script para reconhecimento do modem Sonny Erickson MD300.
* Mozilla Thunderbird 3.0 definido como gerenciador de e-mails padrão do sistema.
* Adicionada uma pasta com manuais para quem está iniciando com as pricipais teclas de atalhos do Orca, Gnome, Nautilus, Firefox…
* Pacote Wine para rodar aplicativos Windows
* Instalados os pacotes Acidrip e DEVEDE para trabalhar com a criação de DVDs.
* Pacote sound converter para conversão de formato de áudio.
* Pacote MP3 Gain para normalizar áudio de MP3s.
* Instalados os pacotes para o Pidgin, Skype e o plugin que controla o Skype via Pidgin.
* Painéis inferior e superior unificados em um único na parte iferior da tela a fim de liberar maior área visível para os programas.
* Sistema atualizado até 24/11/2009.

Fonte e Download: linuxacessivel.org

World Wide Web terá projeto de inclusão digital no Brasil

Novembro 16, 2009 Isaac Filho Deixe um comentário

A World Wide Web Foundation através de seu fundador, Berners-Lee, anunciou que começa a atuar em dois projetos de inclusão digital, sendo um deles no Brasil, feito em parceria com o Comitê para Democratização da Informática (CDI). O anúncio foi feito durante o Fórum de Governança da Internet 2009, em Sharm El Sheikh, no Egito.

A parceria com o CDI envolve o ensino de tecnologia à população mais jovem, com objetivo de desenvolver programas de treinamento e capacitação para a criação de sites e aplicações por jovens de comunidades carentes em cinco programas-piloto na América Latina, Europa e Oriente Médio.

Parte do projeto inclui criar um sistema para celulares com integração do uso de voz como interface. A Web Foundation cita que 25% da população mundial têm acesso à web, mas mais de 70% das pessoas têm acesso a aparelhos fixos e móveis capazes de mostrar conteúdo da web.

O outro projeto será desenvolvido em parceria com a VU University Amsterdam, da Holanda, e se chama “Web Alliance for Re-Greening in África” ou simplesmente W4RA. Esse projeto visa acelerar iniciativas de reflorestamento no continente africano.

Fonte: Olhar Digital

Computador simplificado para idosos é lançado na Grã-Bretanha

Novembro 14, 2009 Isaac Filho 1 comentário

Um novo computador direcionado para idosos com mais de 60 anos que não tem prática com computadores ou com a internet foi lançado na Grã-Bretanha.

O computador, chamado de SimplicITy, é operado através de uma tela inicial básica que oferece apenas seis opções, que direcionam os usuários para atividades básicas como envio e leitura de e-mails e conversas online.

Produzido em parceria entre a empresa de informática Wessex Computers e o website de descontos para idosos Discount Age, os computadores usam o sistema operacional livre Linux.

Os computadores custam entre 299 libras (R$862) e 526 libras (R$1514) e já vem instalados com 17 vídeos que ensinam os usuários a trabalhar com o equipamento.

O SimplicITy não apresenta os menus convencionais. Ao ser ligado, uma tela chamada de Square One é aberta, oferecendo seis opções que podem ser clicadas para levar o usuário aos e-mails, navegar na internet, arquivos (documentos, fotos, etc), conversas online e um perfil do usuário.

A apresentadora de televisão britânica Valerie Singleton, que dirige o website Discount Age e apresenta os vídeos que acompanham os computadores, afirmou acreditar que os idosos “não entendem os computadores”.

“Eu uso computadores já há algum tempo e não entendo tudo. Cada vez aprendo uma coisa nova e preciso escrever para não esquecer”, disse.

De acordo com Andrew Harrop, diretor de políticas públicas das ONGs britânicas Age Concern e Help the Aged, que trabalham com idosos, os esforços para tentar levar os mais velhos para o ambiente online devem ser “aplaudidos”.

“Aposentados que não estão online estão perdendo dinheiro em descontos potenciais em suas compras e com freqüência perdem as melhores taxas de juros para contas de investimento, sem contar os benefícios sociais de estar conectado”, afirmou.

Fonte: BBC-Brasil

Case Manguebit + Educação

Novembro 25, 2007 Isaac Filho 2 comentários

manguebit no naahs

naahs.jpg

Começo

No começo, o NAAH/S – Recife (Núcleo de Altas Habilidades / Superdotação) contava com 6 computadores cedidos pelo MEC. Os mesmos vieram com o Windows XP – Professional.

Necessidade

Na época da triagem inicial, alguns pais traziam seus filhos. Como os filhos não podiam participar da triagem, que era exclusiva com os pais, eu fiquei encarregado de “tomar conta” dos guris.

Idéias

Eu tinha a minha disposição: 5 computadores sem internet. Após ver, que não dava pra fazer muita coisa, resolvi pesquisar na internet sobre softwares livres educacionais. As páginas em sua maioria, apontavam para o linux. Naquele momento, o linux era inviável no NAAH/S por alguns pontos:

1 – Eu era do setor de apoio administrativo, logo não tinha nenhuma influência na área da informática;
2 – Teria de convencer MUITA gente a adotar o linux, sem ter muito embasamento de um motivo…;
3 – Eu estava muito verde no linux! Estava voltando a estudá-lo…

O Primeiro Linux no NAAH/S – Recife

Decidi baixar um live-cd, o Goblin-X pra dar uma testada com as crianças que gostaram bastante. A distro não vinha com muitos jogos, mas tinha um que eles adoravam: Super Tux.

Eis o Manguebit

Em uma reunião, eu comentei com a responsável da área de informática, a necessidade de softwares livres, principalmente na área educacional. Ela me disse que uma empresa de informática (EMPREL) da prefeitura do Recife, tinha uma distribuição que era baseada no Fedora Core 4 e se chamava Manguebit. Ela falou que ia contactar alguém responsável para vir instalar.
A pessoa que veio instalar, um técnico de um centro de informática da prefeitura, instalou em dois computadores afim de me mostrar como instalar e configurar. O resto ficou comigo, que troquei uma idéia rápida, lhe falando que me interessava por linux.

Após a instalação, a primeira visão:

1 – Um sistema cheio de scripts para facilitar a vida. Além da facilidade do Fedora, os desenvolvedores do Manguebit o rechearam com diversos scripts.
2 – Configurado! X, mouse, teclado, idioma, internet, samba entre outras coisas que não precisamos nos preocupar.
3 – Amigável. Fora o KDE e o GNOME, o Manguebit vem com uma personalização do QWM que ficou bem simples de usar.
4 – Programas! O Manguebit vem bem recheado. Mplayer, Xmms, k3b, Wine, Firefox entre outros fazem parte do grande elenco.

Ops! falta algo De início o Manguebit atendeu a muitas necessidades. Passei alguns meses, estudando ele e instalando nossos periféricos: impressora, webcam e scanner.
Entre esse momento, deixei de ser do apoio administrativo e passei a ser professor de informática. Nas minhas oficinas, notei que faltava algo a mais no Manguebit. O mesmo carecia de softwares educacionais. Relatei minhas necessidades a Mulatinho (crudo), que é um dos desenvolvedores do Manguebit. O mesmo me disponibizou um pacote educacional que personaliza o manguebit para a área educativa. Eu até o momento desconhecia esse pacote, que eh totalmente direcionado a educação e também traz atualizações ao sistema.

O pacote vem com bastante coisa boa, entre elas posso citar o Keduca, o Gcompris, o GooleEarth e o Pacote BrOffice.

Satisfação

Aos poucos estou transferindo a minha oficina de informática para o manguebit. As crianças que nunca tiveram contato com o computador, não têm o menor problema com o software livre. O Gcompris se encarrega muito bem, por ser chamativo tanto visualmente quanto de funcionalidade. Já as crianças que já tem uma experiências com o Windows, se sentem desafiadas a usar algo novo. Isso é ótimo, pois aguça ainda mais a sua curiosidade.
Tive também uma experiência positiva implementando o Manguebit na oficina de raciocínio lógico. O mesmo foi bem aceito por ter inúmeros softwares que auxiliam no desenvolvimento do raciocínio lógico.
Minha pretensão é usar 100% o linux em minha oficina, e fico feliz pois estou caminhando para isto, até porque já tenho 100% do que preciso :P

Agradecimentos

Ao Mulatinho (crudo), pelas dicas, ajuda e paciência. Aguardo o novo Manguebit eim! :P
Ao NAAH/S, por aceitar e confiar em minhas implementações
À Taciana, minha companheira de trabalho, por acreditar e apoiar minhas “loucuras livres” :P

Office Livre

Junho 12, 2007 Isaac Filho 3 comentários

Olá!
Como primeiro post (com conteúdo), deixo um pequeno texto que fiz para bater uma possível instalação do Microsoft Office aqui no trabalho, devido a alguns probleminhas de configuração…

Eu trabalho no NAAH/S (Núcleo de Atividades de Altas Habilidades / Superdotação) – Recife, como professor de informática.

” Deixando um pouco de lado as questões sócio-filosóficas, das quais podemos citar o espírito colaborativo do software livre e também a inclusão digital. Vamos partir para questões mais práticas e específicas ao NAAH/S.

Sempre foi questionado e ainda é, o não uso da suíte de escritório da Microsoft Office. Como todos e todas devem saber, o NAAH/S usa como suíte a suíte BrOffice, que é livre. Com esta suíte, temos um poderoso editor de texto, o Writer, que é uma alternativa ao Word. Também temos o Impress para apresentações em slides, o Calc para planilhas, o Base para banco de dados e o Draw para desenhos vetoriais. Lembrando que a suíte da Microsoft não vem com software para desenho vetorial.

Principais diferenças entre os dois Office, especificamente para o NAAH/S:

1 – Preço
Da última vez que fiz um levantamento de preço do Microsoft Office, o mesmo estava custando R$1.500,00 reais. Fica a pergunta: O que o núcleo poderia fazer com esse dinheiro?

2 – Vantagens Principais (para o núcleo)
Como o BrOffice é livre, e tem toda uma comunidade em seu projeto, suas atualizações e correções saem mais rápido. Ao contrário do software proprietário da Microsoft, onde se tem que esperar longos períodos por algo novo.
O BrOffice abre a maioria dos formatos existentes de texto, planilhas e apresentações. O Microsoft Office, abre seus respectivos formatos.
O Writer da BrOffice salva no formato PDF. O word não.
A Suíte BrOffice é livre! Os funcionários podem fazer cópias dos programas, levá-las para casa, para outros trabalhos, instalá-las, fazer cópias pros alunos. Se você fizer isso com o Microsoft Office, sem pagar licença, estará cometendo pirataria. Lembrando que pirataria é crime!

3 – A Prefeitura do Recife e o Governo Federal estão adotando software livre
Como todos e todas sabem, a prefeitura do Recife tem um projeto de um sistema operacional livre, chamado MangueBit. Ele é baseado no GNU/Linux Fedora Core, e adota como suíte de escritório, o BrOffice.
O Governo Brasileiro está se empenhando em diminuir seus gastos com licenças de softwares e diversos setores estão usando BrOffice.
Acredito que comprar uma súite, quando todo o país está avançando para outra, seria dar um passo para trás.

“Problemas” que o NAAH/S enfrentou com o uso do BrOffice

Quando se usa um software novo, é normal algumas dificuldades de adaptação, apesar de que os funcionários que operam o BrOffice, aprenderam rápido e hoje em dia fazem tudo que fariam no Microsoft Office. Mesmo assim, alguns erros operacionais aparecem, podemos citar:

1 – Erro ao Salvar
O Writer, editor de texto e programa mais usado no núcleo, salva seus arquivos no seu formato padrão, que é o ODT. Esse formato não é aberto pelo seu concorrente o Word. O Word salva seus arquivos no formato DOC (que é aberto tranqüilamente pelo Writer). A reclamação maior é: “minha casa não abre os arquivos do núcleo”. Para contornar esse problema, é só prestar atenção na hora de salvar um arquivo, marcando a opção “Salvar tipo como” e escolher “Microsoft Word 95/97/2000/XP”. Fazendo isso, o Writer vai salvar seu documento no formato DOC, que pode ser aberto pelo Word, sem problemas.
Existe também a opção do Writer salvar automaticamente seus arquivos no formato DOC, e essa opção já foi setada no núcleo.

2 – Problemas nas Margens
Outro problema é quando abrimos um documento DOC criado pelo Writer, no nosso editor Word. Ele abre normalmente, porém, as vezes nos deparamos com as margens aumentadas… Isso também ocorre, as vezes, ao contrário (quando o Writer abre um documento criado pelo Word). Isso não é motivo para pânico, muito menos para troca de suíte, pois podemos mexer/consertar as margens facilmente.
Um detalhe é que: se você for abrir um documento criado por um Microsoft Word mais antigo, ele certamente apresentará problemas nas margens, e se for abrir um documento DOC criado no Microsoft Word XP em um Word mais antigo, se ele abrir (coisa difícil de ocorrer), ele abrirá o documento com erros nas margens e nos caracteres. Então, podemos ver que a culpa não é do BrOffice Writer.

Quaisquer dúvidas ou críticas ao artigo serão bem vindas!

Isaac Filho”