Arquivo

Posts Tagged ‘educação’

Pandorga – Atividades e jogos pedagógicos

1 de outubro de 2009 2 comentários

Um sistema operacional com 120 atividades pedagógicas voltadas para o ensino infantil e fundamental que utiliza jogos e programas para exercitar a mente das crianças sem que elas percam o prazer de estudar. Esse é o Pandorga, a mais nova solução desenvolvida em software livre (GNU/Linux) disponibilizada no Portal do Software Público Brasileiro com acesso mediante cadastramento no endereço http://www.softwarepublico.gov.br

O Pandorga pode ser utilizado em laboratórios de aula das escolas de ensino fundamental e por alunos desta faixa etária. A solução conta com programas pedagógicos e jogos educativos em língua portuguesa para incentivar o aprendizado e pesquisa dos alunos. Também há uma coleção de ferramentas como editor de textos, planilhas de cálculo, navegador Web e tocadores de mídia, entre outros.

Os programas contemplam várias áreas como matemática, geografia, química e Língua Portuguesa. Os aplicativos oferecem jogos com operações matemáticas e módulos que exercitam a coordenação motora e exercícios de lógica e raciocínio. Outras atividades também estimulam o uso do vocabulário.

A solução permite ainda o estudo dos elementos químicos da tabela periódica, além de oferecer questionários com perguntas e respostas sobre geografia. As atividades envolvem o uso de mapas, bandeiras e localizações. O Pandorga foi desenvolvido em 2006 pela Empresa Rkrüger Tecnologia da Informação, com o apoio da Secretaria Municipal de Ensino e Pesquisa, ambas do município de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.

Segundo os desenvolvedores, Francine Krüger e Rainer Krüger, o programa surgiu da necessidade de professores e profissionais de diversas áreas das escolas municipais da cidade de Cachoerinha participantes de uma pesquisa cujo resultado apontou a necessidade de haver um pacote de programas pedagógicos específico para seus laboratórios de informática.

Eles contam que a solução recebeu o nome de pandorga, ou pipa em outros estados, para representar as idéias de liberdade e divertimento. “Liberdade por seguir a ética e as diretrizes do Software Livre, e brincadeira por acreditarmos que o ensino numa forma mais lúdica pode ser uma maneira fácil de aprender e aumentar o interesse pela disciplina”, afirmam.

O Pandorga no Portal do Software Público foi disponibilizado pelo diretor de Governo Eletrônico da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, João Batista Ferri de Oliveira, e pelo desenvolvedor Rainer Krüger. A assinatura ocorreu no dia 31 de julho, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Fontes: Governo Eletrônico, Dicas-L

Anúncios

Case Manguebit + Educação

25 de novembro de 2007 3 comentários

manguebit no naahs

naahs.jpg

Começo

No começo, o NAAH/S – Recife (Núcleo de Altas Habilidades / Superdotação) contava com 6 computadores cedidos pelo MEC. Os mesmos vieram com o Windows XP – Professional.

Necessidade

Na época da triagem inicial, alguns pais traziam seus filhos. Como os filhos não podiam participar da triagem, que era exclusiva com os pais, eu fiquei encarregado de “tomar conta” dos guris.

Idéias

Eu tinha a minha disposição: 5 computadores sem internet. Após ver, que não dava pra fazer muita coisa, resolvi pesquisar na internet sobre softwares livres educacionais. As páginas em sua maioria, apontavam para o linux. Naquele momento, o linux era inviável no NAAH/S por alguns pontos:

1 – Eu era do setor de apoio administrativo, logo não tinha nenhuma influência na área da informática;
2 – Teria de convencer MUITA gente a adotar o linux, sem ter muito embasamento de um motivo…;
3 – Eu estava muito verde no linux! Estava voltando a estudá-lo…

O Primeiro Linux no NAAH/S – Recife

Decidi baixar um live-cd, o Goblin-X pra dar uma testada com as crianças que gostaram bastante. A distro não vinha com muitos jogos, mas tinha um que eles adoravam: Super Tux.

Eis o Manguebit

Em uma reunião, eu comentei com a responsável da área de informática, a necessidade de softwares livres, principalmente na área educacional. Ela me disse que uma empresa de informática (EMPREL) da prefeitura do Recife, tinha uma distribuição que era baseada no Fedora Core 4 e se chamava Manguebit. Ela falou que ia contactar alguém responsável para vir instalar.
A pessoa que veio instalar, um técnico de um centro de informática da prefeitura, instalou em dois computadores afim de me mostrar como instalar e configurar. O resto ficou comigo, que troquei uma idéia rápida, lhe falando que me interessava por linux.

Após a instalação, a primeira visão:

1 – Um sistema cheio de scripts para facilitar a vida. Além da facilidade do Fedora, os desenvolvedores do Manguebit o rechearam com diversos scripts.
2 – Configurado! X, mouse, teclado, idioma, internet, samba entre outras coisas que não precisamos nos preocupar.
3 – Amigável. Fora o KDE e o GNOME, o Manguebit vem com uma personalização do QWM que ficou bem simples de usar.
4 – Programas! O Manguebit vem bem recheado. Mplayer, Xmms, k3b, Wine, Firefox entre outros fazem parte do grande elenco.

Ops! falta algo De início o Manguebit atendeu a muitas necessidades. Passei alguns meses, estudando ele e instalando nossos periféricos: impressora, webcam e scanner.
Entre esse momento, deixei de ser do apoio administrativo e passei a ser professor de informática. Nas minhas oficinas, notei que faltava algo a mais no Manguebit. O mesmo carecia de softwares educacionais. Relatei minhas necessidades a Mulatinho (crudo), que é um dos desenvolvedores do Manguebit. O mesmo me disponibizou um pacote educacional que personaliza o manguebit para a área educativa. Eu até o momento desconhecia esse pacote, que eh totalmente direcionado a educação e também traz atualizações ao sistema.

O pacote vem com bastante coisa boa, entre elas posso citar o Keduca, o Gcompris, o GooleEarth e o Pacote BrOffice.

Satisfação

Aos poucos estou transferindo a minha oficina de informática para o manguebit. As crianças que nunca tiveram contato com o computador, não têm o menor problema com o software livre. O Gcompris se encarrega muito bem, por ser chamativo tanto visualmente quanto de funcionalidade. Já as crianças que já tem uma experiências com o Windows, se sentem desafiadas a usar algo novo. Isso é ótimo, pois aguça ainda mais a sua curiosidade.
Tive também uma experiência positiva implementando o Manguebit na oficina de raciocínio lógico. O mesmo foi bem aceito por ter inúmeros softwares que auxiliam no desenvolvimento do raciocínio lógico.
Minha pretensão é usar 100% o linux em minha oficina, e fico feliz pois estou caminhando para isto, até porque já tenho 100% do que preciso :P

Agradecimentos

Ao Mulatinho (crudo), pelas dicas, ajuda e paciência. Aguardo o novo Manguebit eim! :P
Ao NAAH/S, por aceitar e confiar em minhas implementações
À Taciana, minha companheira de trabalho, por acreditar e apoiar minhas “loucuras livres” :P