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Polícia age contra o Brazil Series

19 de julho de 2010 Deixe um comentário

Acho válido, receber doações, colocar banners pagos. A comunidade tem que se manter, o site se paga. Sobre as contas premium, fica difícil de falar se é pra luco ou não. Todos nós sabemos que existem usuários que chegam nas comunidades, apenas para baixarem o que querem e depois somem. Não fazem o mínimo pedido, deixar o arquivo baixando dando upload pelo menos duas vezes seu tamanho, ai acho muito válido essa diferenciação de conta premium. Se é paga? Ai o cara acaba ajudando a comunidade financeiramente. Lucro pessoal, pelo menos para mim não rola, para mim até perde sentido o termo comunidade.

Uma coisa que achei engraçada foi a tal APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) mostrando serviço, e ainda batendo no peito numa frase meio tropa de elite e bla bla bla. A polícia realmente mostra serviço para um tipo de coisas né? Uma ação estilo seriado.

Segue a matéria:

SÃO PAULO – A polícia de São Paulo prendeu, na noite de quinta-feira, um casal de estudantes acusado de administrar o site de downloads Brasil-Séries.

De acordo com a APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) o site recebe 800 mil usuários únicos por mês e é especializado em oferecer links para downloads de séries populares como House, Friends e Big Bang Theory. A associação descobriu a existência do serviço ao acompanhar comunidades sobre séries no Orkut e denunciou o caso à polícia.

Ao rastrear as conexões que atualizavam o site, a polícia chegou até uma casa no município de São José dos Campos, onde foram detidos um estudante peruano identificado como Cesar e uma jovem de 24 anos, também estudante. Na residência do casal foram apreendidos mídias de DVDs e computadores.

Segundo a polícia, o casal será denunciado à Justiça por crime que quebra de direito autoral com o objetivo de lucro.

O argumento é baseado no fato do site aceitar doações, exibir banners publicitários e vender contas premium de serviços de compartilhamento de arquivos que oferecem melhor velocidade de download para baixar arquivos grandes.

A polícia informou ainda que o fato do site possuir colaboradores além do casal, como designers e programadores, fará todos os envolvidos serem denunciados por formação de quadrilha.

Como o casal não tem antecedentes criminais e possui residência fixa é provável que sejam soltos nas próximas horas.

No site Brasil Séries há várias mensagens de apoio ao compartilhamento de arquivos e frases como “Original é roubo. Compartilhar não é crime”.

A APCM comemorou a prisão do casal e afirmou que o considera “pirataria” é um mal que favorece o crime, a sonegação de impostos e prejudica a geração de empregos formais.

Fonte: Info Abril

Na França: lei rigorosa não diminui pirataria

16 de março de 2010 Deixe um comentário

Fonte: Guia do Hardware

É interessante observar os resultados de leis cibernéticas em outros países. Já se passou um semestre desde que a França anunciou leis severas de políticas contra a pirataria, conhecida como “three-strikes”, ou “Hadopi” (que a partir do francês, significa “Alta Autoridade para a Difusão de Obras e a Proteção dos Direitos na Internet”), e a apesar da ameaça de enormes consequências, o download ilegal está mais forte do que nunca.

A lei possui o apelido “three-strikes” porque é baseada em três ações: ao infrator são dadas duas advertências, e na terceira vez recebe uma punição que pode incluir o banimento da Internet, uma multa de até 415 mil dólares, e até dois anos de prisão. Os defensores do Hadopi acreditavam que tais sanções convenceriam as pessoas a pararem de baixar conteúdos protegidos por direitos autorais, mas aconteceu justamente o contrário: a nova lei forçou os franceses a buscarem alternativas.

A taxa de pirataria aumentou em 3% desde que a lei foi introduzida no país, segundo a Universidade de Rennes. Apesar do uso do BitTorrent cair de 17,1% para 14,6%, os usuários que pararam de lidar com Torrents começaram a usar serviços de streaming ou sites de compartilhamento pessoal de arquivos, que não são cobertos pela Hadopi.

Outro ponto interessante é que metade de todos os usuários de P2P que baixam conteúdo ilegal também compram conteúdo online, segundo a pesquisa. Isso sugere que, se a conexão com a Internet de determinado usuário for bloqueada nos termos da Hadopi, a indústria do entretenimento pode perder receitas, tornando a nova lei contraproducente.

Neil Gaiman entra no debate mundial sobre a pirataria online

10 de dezembro de 2009 Deixe um comentário

O autor de romances e quadrinhos best-sellers Neil Gaiman, famoso por suas graphic novels com o personagem Sandman, entra na batalha contra a nova legislação antipirataria digital proposta pelo governo inglês, em forma de uma carta para seu autor original, Lorde Carter de Barnes. O conteúdo da carta foi publicado na íntegra no site do grupo Open Rights, do qual Gaiman faz parte.

Escrita no final de novembro, a carta toca em pontos bastante relevantes do período em que vivemos, de transição para as mídias digitais, especialmente pelas críticas que Gaiman faz aos planos do político Peter Mandelson de banir usuários que façam uso de arquivos piratas na internet, alegando que o político está induzindo uma ditadura digital.

Gaiman afirma estar certo de que a proposta de Mandelson não acrescentará um centavo aos bolsos dos artistas e seus agentes, conta o site Freakbits.

Uma nova maneira de licenciar músicas na internet deve ser encontrada, para que os artistas sejam pagos a cada vez que uma canção é tocada, defende Gaiman. O modo antigo, a seu ver, já não funciona, diz o site Tech Radar.

Os problemas de pirataria online estão bastante em evidência, especialmente após a retirada dos arquivos ilegais do site de torrents Mininova, um dos mais populares da web, após decisão judicial.

Fonte: Geek

Carta de Neil Gaiman

Mininova segue ordem de corte holandesa e exclui torrents da sua busca

28 de novembro de 2009 1 comentário

Com comunidade com mais de 47 milhões de usuários, buscador é forçado a distribuir apenas conteúdos permitidos por detentores de copyright.

O buscador Mininova anunciou nesta quinta-feira (26/11) que excluirá da sua base torrents referentes a filmes, séries, softwares e músicas que podem ser baixados sem o pagamento devido de direitos autorais após uma decisão da Justiça holandesa.

A corte de Utrecht decidiu, em 26 de agosto, que o Mininova seria obrigado a retirar todos os torrents de arquivos protegidos por direitos autorais do seu índex em um prazo de três meses.

A decisão ameaçava o buscador de multa de mil euros por dia ou arquivo encontrado. A pena máxima seria de 5 milhões de euros.

Em fevereiro, o serviço havia anunciado mudanças que previam o aumento no número de servidores usados dado o crescimento na procura por torrents.

Em post publicado em seu blog oficial, a Mininova afirma que testou sistemas de filtragem nos últimos meses, mas “descobrimos que é impossível tecnicamente e operacionalmente implementar um sistema de filtragem 100% efetivo”.

Pela impossibilidade, o Mininova resolveu excluir do seu índex torrents protegidos por copyright, se limitando a distribuir conteúdo por meio do Content Distribution, programa gratuito em que detentores de direitos autorais inscrevem seus arquivos para distribuição.

Segundo dados próprios, a comunidade do Mininova tem cerca de 47 milhões de usuários que visitam o buscador mensalmente e procuram por filmes, séries, discos e softwares entre seus 1,3 bilhão de torrents.

O Mininova se soma ao The Pirate Bay nos processos enfrentados na Europa, notoriamente pela Justiça da Holanda, contra a distribuição de conteúdo sem pagamento devido de direitos autorais.

Em outubro, o The Pirate Bay também foi condenado na Holanda a remover dos seus resultados todos os torrents que permitam o download de conteúdo multimídia protegido por direitos autorais.

Fonte: IDG NOW